Aos pé do Mestre

Aos Pés do Mestre Pelo lampejo da aura e da fimbria da veste, Sinto-vos presente, Senhor. Acariciando-me com as mãos e o gesto meigo. Ostentais uma aura refulgente que ofusca meus olhos, Imprimindo-me, no intimo, uma paz profunda, Tal qual a placidez dos grandes lagos. E nesse vislumbre, sinto, Senhor, Vossa presença, manifestada: ° no perfume e matizes variados das flores, ° na soberbia e grandeza dos oceanos, ° na magnitude do olhar das inocentes criancinhas, ° na divindade das religiões que ornam os corações, ° na elevação embriagante dos sons musicais, ° na experiência dos que ultrapassaram o outono da vida, ° na operosidade das abelhas que purificam as auras, ° na meditação que transporta o Espírito aos planos divinos, ° na identificação dos sentimentos nobres dos seres de luz, ° na pequenez das coisas e dos homens sedentos de verdade, ° na sublimidade do trabalho que diviniza o homem, ° na consciência do amor dos entes cósmicos, ° no despertar da consciência do ser que ainda dorme, ° no descortino da vida futura que a todos espera, ° no crédito em favor dos que sofrem lapidando o "eu", ° na revelação de uma causa primária para o Cosmo, ° no desvelo angélico das mães em prol dos filhos, ° no enigma dos astros e das fascinantes galáxias, ° na fagulha divina que repousa em cada ser, ° na permanente evolução das coisas e dos seres, as retorna à origem da Grande Energia Cósmica: ° DEUS ~Nos Degraus da Vida Jorge Saraiva Anastácio